Meia morre após parada cardíaca, e federação italiana cancela rodadas
Médico diz que Piermario Morosini, do
Livorno, já chegou morto ao hospital após cair dentro do gramado durante partida contra o Pe
O meia Piermario Morosini, do Livorno, morreu neste sábado após sofrer uma parada cardíaca durante o confronto com o Pescara, pela Série B do Campeonato Italiano. A informação foi confirmada pelo médico De Blasi, do hospital Santo Spirito, para onde o atleta de 25 anos foi levado de ambulância depois de cair no gramado.
- Foi uma parada cardíaca. Infelizmente, chegou morto ao hospital e não se recuperou.
A federação italiana anunciou que todos os jogos do final de semana no país estão cancelados por causa da tragédia, incluindo a Primeira Divisão (Milan x Genoa e Udinese x Inter de Milão eram os confrontos deste sábado). O doutor Leonardo Paloscia, chefe do departamento de cardiologia do hospital, também comentou a tentativa de salvar a vida do meia:
- Fizemos todo o possível para reanimar o menino, mas ele não recuperou a consciência.
Foto da 'Gazzetta dello Sport' mostra Morosini
caído no gramado durante o jogo (Foto: Reprodução)
O incidente aconteceu aos 31 minutos do primeiro tempo, quando o Livorno vencia por 2 a 0. Morosini caiu e teve que receber atendimento médico no gramado, onde recebeu massagem cardíaca. Em seguida, uma ambulância entrou no campo para transferir o atleta ao hospital Santo Spirito, em Pescara.
De acordo com o jornal " La Gazzetta dello Sport", vários jogadores do Livorno deixaram o gramado chorando e a partida foi oficialmente suspensa pelo árbitro, ainda sem data para ser continuada. Morosini deu entrada na ala de emergência do hospital e estava acompanhado do médico do clube.
Com passagens pelas seleções de base da Itália (da sub-17 a sub-21), Morosini foi revelado pelo Udinese e já passou também por Bolgona, Vicenza, Reggina e Padova. O jogador chegou ao Livorno em janeiro deste ano, emprestado pelo Udinese.
No último dia 17 de março, um incidente parecido aconteceu no Campeonato Inglês: o meia Fabrice Muamba, do Bolton, caiu no gramado aos 41 do primeiro tempo contra o Tottenham. Seis médicos entraram em campo e passaram dez minutos tentando ressuscitá-lo com um desfibrilador e com massagens cardíacas.
O jogador não respirava quando foi retirado do campo e levado até a ambulância, onde os médicos seguiram com as tentativas em reanimá-lo. O treinador Owen Coyle e o capitão Kevin Davies estavam no veículo. Muamba está internado até hoje, mas tem demonstrado boa recuperação e pode receber alta em breve.
scara pela Série B
FORMULA 1
Na China, Rosberg faz primeira pole da carreira. Brasileiros ficam no Q2
Alemão da Mercedes foi meio segundo mais rápido que Hamilton. Punido, inglês
larga em sétimo. Massa é 12º, duas posições à frente de Bruno
Sem dar chances para os adversários, Nico
Rosberg garantiu a primeira pole position da carreira, no treino
classificatório para o GP da China de Fórmula 1. O alemão da Mercedes marcou o
tempo de 1min35s121 logo aos três minutos da superpole e seguiu para os boxes,
onde aguardou os rivais tentarem, em vão, bater a impressionante marca. Rosberg
foi meio segundo mais rápido que Lewis
Hamilton (1min35s626), da McLaren. Punido
na quinta-feira com a perda de cinco posições por ter trocado a caixa de
câmbio, o inglês largará apenas na sétima colocação. Com isso, a primeira
fila contará com os dois carros da Mercedes, com Michael
Schumacher (1min35s691) na segunda posição. A segunda fila terá as
presenças de Kamui Kobayashi (1min35s784), da Sauber, e Kimi Raikkonen
(1min35s898), da Lotus.
Os brasileiros foram eliminados na segunda parte
do treino classificatório e ficaram de fora da superpole. Com o tempo de
1min36s255, Felipe
Massa ficou com a 12ª posição, enquanto viu o companheiro Fernando
Alonso seguir mais uma vez para o Q3. Bruno
Senna também perdeu o duelo interno com o companheiro de equipe. O
brasileiro da Williams anotou o tempo de 1min36s289, seis milésimos acima de
Pastor
Maldonado, e largará na 14ª colocação.
Hamilton, Rosberg e Schumacher foram os mais
rápidos no treino (Foto: Getty Images
O
polêmico e inovador sistema de dutos aerodinâmicos da Mercedes acionados
pela asa móvel (entenda funcionamento no vídeo) - aprovado pela FIA e contestado
por diversas equipes - fez a diferença no veloz circuito de Xangai. É a primeira
vez que a escuderia alemã larga na frente desde seu retorno à categoria máxima
do automobilismo em 2010. Ao todo, a Mercedes tem nove poles, a última foi em
1955, com Juan Manuel Fangio, em Monza, Itália.
O GP da China está marcado para as 4h da manhã deste domingo e terá
transmissão da TV Globo e Tempo Real com vídeos no GLOBOESPORTE.COM.
VOLEI
O
polêmico e inovador sistema de dutos aerodinâmicos da Mercedes acionados
pela asa móvel (entenda funcionamento no vídeo) - aprovado pela FIA e contestado
por diversas equipes - fez a diferença no veloz circuito de Xangai. É a primeira
vez que a escuderia alemã larga na frente desde seu retorno à categoria máxima
do automobilismo em 2010. Ao todo, a Mercedes tem nove poles, a última foi em
1955, com Juan Manuel Fangio, em Monza, Itália.
O GP da China está marcado para as 4h da manhã deste domingo e terá
transmissão da TV Globo e Tempo Real com vídeos no GLOBOESPORTE.COM.VOLEI
Na despedida de Fernanda Venturini, Osasco bate Rio e conquista o penta
Equipe paulista mostra consistência e vence as heptacampeãs por 3 sets a 0, num Maracanãzinho lotado
Jogar a última final da carreira, num dia 14, era tido como um bom sinal por
Fernanda Venturini. Por muito tempo foi esse o número que carregou na camisa, e
que passou a ser sinônimo de sorte para ela. Só que neste sábado, no
Maracanãzinho, uma outra levantadora vestia a 14. Desta vez, a sorte sorriu para
Fabíola, que em sua primeira decisão como titular ajudou a conduzir suas
companheiras e o Osasco ao pentacampeonato da Superliga (2002/2003, 2003/2004,
2004/2005, 2009/2010 e 2011/2012). Na oitava vez em que brigaram pelo título, a
equipe paulista mostrou mais consistência, contou com grande atuação da
americana Hooker, e não deu chances para as heptacampeãs e nem para que Fernanda
se despedisse com o tão sonhado troféu: 3 sets a 0, parcias de 25/14, 25/18 e
25/23.
- Eu não tenho padrinho, mas tenho uma família linda que na hora da derrota
me põe para cima. Sou privilegiado. Se eu pudesse, deitava aqui no Maracanãzinho
e ficava olhando para esse teto o dia todo - disse o técnico Luizomar de
Moura.
Osasco comemora a conquista do pentacampeonato da
Superliga (Foto: Mauricio Val / Vipcomm)
O jogo
O Rio de Janeiro saiu na frente, com um ataque forte de Sheilla. Foi o único
momento em que esteve no comando do placar. O adversário ditava o ritmo e o time
da casa subia com vontade no bloqueio para tentar conter o ímpeto ofensivo do
Osasco. Fernanda deixou tudo igual (6/6) quando fechou, sozinha, a porta para
Jaqueline. A ponteira e suas companheiras ficaram mordidas e, dali em diante,
passaram a atacar mais forte. O Rio desperdiçava saques, a bola não chegava
redonda às mãos de Fernanda, o bloqueio já não era o paredão de antes. Do outro
lado, tudo dava certo. O time estava redondinho e não demorou a abrir 17/10.
Bernardinho balançava a cabeça, dava orientações, mas nada mudava. Trocou
Fernanda por Roberta, Sheilla por Ju Nogueira, só que as falhas continuavam. O
saque do time paulista castigava. Hooker também. Enquanto Bernardinho gritava,
tentava acordar suas pupilas, Luizomar de Moura levava uma conversa ao pé do
ouvido com a levantadora Fabíola durante o pedido de tempo. Na volta dele,
diante de um Rio de Janeiro apático, o Osasco fechou o primeiro set em
25/14.
As heptacampeãs respiraram fundo e se cumprimentaram antes de voltar à
quadra, como se o jogo estivesse começando ali para elas. Mais atentas e
vibrantes, conseguiram equilibrar as ações. Abriram 4/1 e forçaram o pedido de
tempo. O Osasco se arrumou e virou (5/4). Só que já não encontrava aquela
fragilidade de antes do outro lado da rede. Sheilla passou a virar mais bolas,
ajudando o time carioca a fazer 14/13. A torcida fazia a sua parte e mostrou
satisfação quando Bernardinho chamou Amanda para o jogo. O talismã estava em
quadra. Só que Hooker voava mais alto. Sem encontrar resistência à sua frente,
colocou o Osasco em vantagem: 18/15. As companheiras foram no embalo. Estavam
firmes na defesa e faziam valer seu poderio ofensivo, que tanto preocupava o Rio
de Janeiro (21/17). Tandara, Jaqueline, Hooker, Adenízia, Thaísa... Estava
difícil segurá-las: 25/18.
Jaqueline também brilhou na decisão contra o
Rio
de Janeiro (Foto: Mauricio Val / Vipcomm)
Mas era preciso fazer isso se quisessem se manter na briga pelo título. O Rio
saiu na frente e fez 4/2 após um erro de Hooker. O Osasco logo reagiu. Conseguiu
dois aces e num ataque de Hooker conseguiu a virada (7/5). Com Mari e um
bloqueio duplo de Fernanda e Jucyely, as anfitriãs retomaram o comando do
marcador (10/9). Luizomar de Moura achou melhor parar a partida. Pediu tempo,
conversou com suas pupilas e a resposta veio rapidamente. O time abriu três
pontos após duas bobeadas de Mari. O Rio ainda acreditava. Tirou proveito das
falhas e do saque de Amanda para empatar (18/18). A alegria durou pouco tempo.
Fabíola procurou por Hooker duas vezes seguidas e ela colocou a bola no chão
Na arquibancada, a torcida vestida de azul já roía as unhas. A de laranja,
em menor número, cantava a plenos pulmões. O Rio não dava ouvidos e subia no
bloqueio. Um de Carol deixou tudo igual de novo (21/21). Diante da tentativa de
reação, foi só chamar Hooker, que dos últimos seis pontos do Osasco tinha sido
responsável por cinco. Fez mais um e deixou sua equipe a um ponto do título
(24/22). Jaqueline desperdiçou a primeira chance, mas Thaísa não perdeu a chance
que teve: 25/23.
- A semana toda falei para as meninas que o jogo ia ser 3 a 0, que a gente só
não conseguiria ganhar por esse placar se não quisesse. A gente sabia que do
outro lado estaria uma grande equipe, mas, se o grupo se concentrasse, poderia
matar em 3 a 0. Estou muito feliz porque fiz uma temporada muito irregular e vim
focada para ajudar o máximo possível a equipe nessa final. Graças a Deus,
consegui fazer mais do que vinha fazendo e tive a sorte de fazer o ponto do
título. O que, para mim, tem um sabor muito especial por ser carioca - disse
Thaísa.
de Janeiro (Foto: Mauricio Val / Vipcomm)
Na arquibancada, a torcida vestida de azul já roía as unhas. A de laranja, em menor número, cantava a plenos pulmões. O Rio não dava ouvidos e subia no bloqueio. Um de Carol deixou tudo igual de novo (21/21). Diante da tentativa de reação, foi só chamar Hooker, que dos últimos seis pontos do Osasco tinha sido responsável por cinco. Fez mais um e deixou sua equipe a um ponto do título (24/22). Jaqueline desperdiçou a primeira chance, mas Thaísa não perdeu a chance que teve: 25/23.
- A semana toda falei para as meninas que o jogo ia ser 3 a 0, que a gente só não conseguiria ganhar por esse placar se não quisesse. A gente sabia que do outro lado estaria uma grande equipe, mas, se o grupo se concentrasse, poderia matar em 3 a 0. Estou muito feliz porque fiz uma temporada muito irregular e vim focada para ajudar o máximo possível a equipe nessa final. Graças a Deus, consegui fazer mais do que vinha fazendo e tive a sorte de fazer o ponto do título. O que, para mim, tem um sabor muito especial por ser carioca - disse Thaísa.