terça-feira, 10 de abril de 2012

NOTICIAS DO BRASIL E DO MUNDO

Produção da indústria sobe em 7 de 14 regiões em fevereiro, mostra IBGE

Pará teve o maior avanço entre os locais pesquisados, de 6,2%.
Considerando todas as regiões, a atividade fabril, no período, cresceu 1,3%.

A produção da indústria brasileira registrou crescimento em 7 das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (10). Considerando todas as regiões, a atividade fabril, no período, subiu 1,3%.

Entre os locais analisados pelo IBGE, o Pará teve o maior avanço, de 6,2%, após ter registrado queda de 13,3% em janeiro. Tiveram crescimento acima da média nacional: Rio de Janeiro (3,7%), Minas Gerais (3,0%), Ceará (2,5%) e São Paulo (1,5%).

Ficaram abaixo da média, mas mostraram avanço as produções das indústrias do Espírito Santo (1,3%) e da região Nordeste (0,8%). Na contramão, tiveram queda na atividade fabril Paraná (-7,7%), Goiás (-3,9%), Rio Grande do Sul (-3,5%), Bahia (-0,6%), Pernambuco (-0,5%), Amazonas (-0,4%) e Santa Catarina (-0,2%).

Comparação com 2011Em relação a fevereiro do ano passado, dos 14 locais pesquisados, 8 tiveram queda na produção da indústria. Considerando todas as regiões, o recuo foi de 3,9%. A baixa ficou acima dessa média no Rio de Janeiro (-9,0%), no Amazonas (-8,3%), em São Paulo (-6,6%), no Ceará (-6,0%) e em Santa Catarina (-4,5%).

A atividade fabril também caiu, mas em ritmo menor, no Rio Grande do Sul (-2,1%), Espírito Santo (-2,0%) e Minas Gerais (-1,1%).

Entre as regiões que apresentaram aumento da produção, o destaque ficou com a Bahia, que mostrou alta de 20,1%, influenciada pela produção do setor de produtos químicos, que cresceu. Também registraram resultados positivos: região Nordeste (10,6%), Goiás (7,0%), Pernambuco (6,5%), Paraná (0,5%) e Pará (0,1%).

Como está neste anoNos dois primeiros meses de 2012, a redução na produção também 8 dos 14 locais pesquisados. Acima da média nacional, de queda de 3,4%, estão: Rio de Janeiro (-9,1%), Ceará (-6,9%), Santa Catarina (-6,3%), São Paulo (-6,0%) e Pará (-4,5%).

Também tiveram taxas negativas, nesse período, Amazonas (-3,3%), Espírito Santo (-2,4%) e Minas Gerais (-1,8%).

Por outro lado, Goiás (15,6%) e Bahia (12,7%) mostraram os avanços mais acentuados, seguidos por Pernambuco (8,7%), região Nordeste (6,9%), Rio Grande do Sul (2,6%) e Paraná (2,6%).

No índice acumulado nos últimos 12 meses, metade dos locais pesquisados mostrou taxas negativas em fevereiro, com destaque para as perdas observadas no Ceará (-11,4%) e em Santa Catarina (-6,4%). As principais expansões foram assinaladas em Goiás (9,3%), Paraná (5,4%) e Espírito Santo (4,5%).

Acidente com motociclista é o único que cresce em São Paulo

O veterinário João Vitor de Oliveira, 29, fazia o percurso diário entre a av. Nove de Julho e o Morumbi, em São Paulo, quando sua motocicleta foi prensada entre um carro e um ônibus. Ele caiu e teve a perna esquerda esmagada."Como cheguei aqui vivo?", diz motociclista sobre perigo das ruas
João Vitor engrossou as estatísticas de acidentes de trânsito do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, complexo que atende os casos mais graves em São Paulo.
Levantamento feito pelo HC a pedido da Folha mostra que, de 2006 a 2011, houve aumento de 14% dos motociclistas acidentados. Enquanto isso, outros acidentes de trânsito (envolvendo carros, bicicletas e pedestres) caíram.
Os acidentes de motos também são piores em todas as outras estatísticas disponíveis: do Ministério da Saúde, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e do Dpvat (seguro obrigatório) --segundo este último, os mais fatais: 27% dos condutores de motos morreram, contra 13% nos carros e 4% nos caminhões.
O HC não tem o índice de mortos, mas, segundo Jorge dos Santos Silva, diretor clínico do IOT, é "significativo" no primeiro atendimento.
"A postura um pouco intrépida dos motociclistas talvez seja o maior problema. Eles têm que se proteger. Falta educação para direção defensiva", afirma a médica Júlia Greve, do IOT, que coordena o blog hcemmovimento.blogspot.com.br, criado há quatro meses como parte do programa do hospital para conscientizar motociclistas e motoristas contra acidentes.

Joel Silva - 19.abr.11/Folhapress
Motociclista ao lado de moto após acidente na altura da ponte da Casa Verde, na marginal Tietê, em São Paulo
Motociclista ao lado de moto após acidente na altura da ponte da Casa Verde, na marginal Tietê, em São Paulo

EM RECUPERAÇÃO
João Vitor, que abre o texto, sofreu o acidente em novembro e hoje faz fisioterapia --o tratamento irá durar mais um ano. Ele atribui o acidente à desatenção da motorista do carro e à imprudência do condutor do ônibus.
Especialistas apontam ainda a falta de educação de motociclistas sobre os riscos que correm, a falta de proteção do veículo e do capacete e problemas na fiscalização e na lei --que não explicita o problema de pilotar entre carros.
"Os radares atuais não leem placas de motos. Tem que pôr mais radares e câmeras e aumentar a fiscalização", diz Flamínio Fichmann, urbanista especialista em trânsito.
O engenheiro Creso Franco Peixoto, professor da FEI (Fundação Educacional Inaciana), diz que capacetes devem ter validade de três anos -a partir daí, reduz a capacidade de absorver choques.
Outra explicação é o aumento da frota (40% desde 2008); a de carros cresceu 15%, diz o Detran (Departamento Estadual de Trânsito).



Apesar de ultimato da ONU, 45 morrem na Síria em ataques

Pelo menos 45 pessoas, entre elas quatro mulheres e três menores, morreram nesta terça-feira na Síria pela repressão das forças do regime, segundo a rede opositora Comitês de Coordenação Local, justo quando expira o prazo dado pela ONU para aplicação de seu plano de paz.O grupo destacou que o maior número de vítimas foi registrado no bastião opositor de Homs, onde pelo menos 25 pessoas perderam a vida.
Nessa cidade, capital da província homônima, as forças governamentais bombardearam intensamente os bairros de Jalidiya, Qarabes, Yuret Shiah e Bayada, por onde passam voos de reconhecimento, indicaram os Comitês.
Também houve mortos nas províncias de Idleb (norte), Hama (centro), Deraa (sul), Dir Zur (leste) e na periferia de Damasco.
Os Comitês acrescentaram que no município de Marea, na província nortista de Aleppo, soldados de segurança e atiradores invadiram a cidade, saquearam e destruíram várias casas, além de prender um número indeterminado de moradores.
O regime de Bashar al Assad como os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) trocaram acusações mútuas sobre o descumprimento do plano de paz proposto pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan.
Essa iniciativa estipula o fim da violência por parte de todos os envolvidos, a retirada das forças armadas das cidades e o restabelecimento da autoridade do Estado em todo o território.
Além disso, prevê o início de um diálogo nacional entre o governo e os setores da oposição no país.

Governo ajudará banco a renegociar dívida

O Ministério da Fazenda finaliza uma proposta para reduzir a inadimplência de clientes bancários, informa reportagem de Natuza Nery e Sheila D'Amorim publicada na edição desta terça-feira da Folha.A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Caixa segue Banco do Brasil e confirma redução de juros
Banco do Brasil reduz taxas para micro empresa e pessoa física
Para isso, pretende conceder incentivo fiscal para estimular programas de renegociação de dívidas.
A demanda veio dos bancos privados e ganhou força após a pressão do governo federal pela redução do custo do crédito no país.
A ideia é ampliar um benefício já existente, mas restrito às pessoas físicas no limite de R$ 30 mil e para dívidas agrícolas. Para esses casos, a Receita Federal permite a diluição do pagamento de impostos que incidiriam no ato da renegociação dos débitos atrasados.
A princípio, não está nos planos do Ministério da Fazenda nenhuma redução de tributos, somente o parcelamento de seu recolhimento. Pessoas jurídicas também podem ser contempladas. A medida será discutida hoje em reunião com o setor e a equipe econômica.
Essa é uma iniciativa de evitar uma crise maior entre o governo e as instituições privadas, após insatisfações públicas sobre a decisão do Executivo de usar os bancos oficiais para pressionar o restante do sistema financeiro a baixar os juros cobrados dos clientes. Na semana passada, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal anunciaram reduções drásticas de tarifas.
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
Nova direção do Dnit mantém contratos e reajusta seus valores
O general do Exército chamado para pôr ordem no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) resolveu manter os contratos de todas as obras administradas pela repartição, o que deverá provocar reajustes em seus valores, informa reportagem de Dimmi Amora, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Empossado como diretor-geral do Dnit há seis meses, o general Jorge Fraxe diz ter feito isso para evitar custos maiores que o país teria com a paralisação das obras se os contratos da administração anterior fossem cancelados.
Fraxe chegou ao Dnit em setembro, em meio à crise que provocou a demissão do então ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento (PR-AM), do antecessor de Fraxe, Luiz Antonio Pagot, e dezenas de funcionários acusados de corrupção.
O Dnit administra atualmente 101 obras em rodovias. Segundo Fraxe, seus antecessores fizeram contratos com base em projetos "de qualidade duvidosa" e por isso serão necessárias mudanças para garantir que as obras previstas sejam executadas.

Demóstenes aposta no STF para esfriar caso e evitar cassação
O senador Demóstenes Torres (sem partido) planeja esperar que o STF (Supremo Tribunal Federal) analise o pedido de anulação dos indícios contra ele nas investigações da Polícia Federal para só então discutir uma eventual renúncia, informa reportagem de Leandro Colon e Gabriela Guerreiro, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Senado exonera enteada de Gilmar Mendes de gabinete de Demóstenes
Entenda as suspeitas envolvendo o senador Demóstenes Torres
Ministro da Justiça defende atuação da PF no caso Demóstenes
Chefe de gabinete de Marconi Perillo deixa cargo após revelações
Duro oposicionista, Demóstenes criticou corrupção; relembre
A defesa de Demóstenes afirma que vai entrar hoje com um pedido para que seja anulado o poder de prova das gravações telefônicas que o ligam ao empresário Carlinhos Cachoeira, acusado de explorar jogo ilegal. O senador alega que, por ter foro privilegiado no STF, não poderia ter sido monitorado sem o aval da corte.
Carlos Cecconello - 6.dez.10/Folhapress
Por ter foro privilegiado, o senador (à dir.) só pode ser julgado por ministros do STF, entre eles, Mendes
Por ter foro privilegiado, o senador (à dir.) só pode ser julgado por ministros do STF, entre eles, Gilmar Mendes
Juridicamente, avalia o senador, uma renúncia a esta altura levaria o seu caso para o Tribunal de Justiça de Goiás, onde tem foro como procurador de Justiça. Lá, corre o risco de ter sua prisão pedida, o que hoje ele descarta no âmbito da Procuradoria-Geral da República.
Leia a reportagem completa na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.
Editoria de Arte/Folhapress

Visita de Dilma repercute pouco na grande imprensa dos EUA

A primeira visita da presidente Dilma Rousseff aos EUA teve repercussão modesta na mídia americana.
A CNN e o "Miami Herald" destacaram jatos da Embraer, intercâmbio estudantil e ciência como os temas discutidos com o presidente americano, Barack Obama. E lembraram que ele esteve no Brasil há um ano, "logo após Dilma ter sido eleita líder do Brasil, a sexta maior economia do mundo".
A crítica de Dilma à "guerra cambial" foi comentada brevemente. No "New York Times" on-line, nenhuma palavra sobre a visita.
O último artigo que cita Dilma é do dia 3/4, cujo tema é o Irã. O texto diz: "Quando Rousseff visitar a Casa Branca na próxima semana, será como líder de um país cujo futuro chegou".
Do outro lado do Atlântico, o interesse era maior. Editorial do britânico "Financial Times" defendia anteontem que Obama abrace as aspirações brasileiras de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
"Rousseff quer que Obama faça o que ele fez pela Índia 18 meses atrás", diz o texto.
Ontem, o jornal tratou da "guerra cambial" e citou a "relação entre os dois países, que, embora potenciais parceiros, geralmente acabam discutindo por bobagem".
A revista "The Economist" disse que o "Brasil nunca importou tanto para a América quanto agora. E a América nunca importou tão pouco para o Brasil".

Justiça brasileira extingue ação de Robinho contra a Nike
Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo extinguiu a ação que Robinho movia contra a Nike no Brasil. Cabe recurso.
A advogada do jogador, Marisa Alija, afirmou que ainda não foi informada oficialmente da decisão. Porém disse que pretende recorrer.
A briga também ocorre na Justiça da Holanda, onde uma decisão deu vitória à Nike.
Victor Fraile - 14.jan.2007/Reuters
Robinho usa chuteira da Nike com o seu nome na época em que defendia o Real Madrid
Robinho usa chuteira da Nike com o seu nome na época em que defendia o Real Madrid
O acórdão do TJ-SP sustenta que "a legislação a ser observada é a holandesa, segundo especificado no contrato estabelecido entre as partes, que também elegeu como foro competente o da Holanda".
Na Europa, há uma decisão favorável à empresa, que obriga o jogador a usar os produtos da marca, sob pena de multa.
O atacante do Milan pede a suspensão de seu contrato com a marca de material esportivo, por entender que ele foi renovado arbitrariamente em 2010, com duração até 2014.
A Nike afirma que o jogador e seu estafe na época assinaram a extensão do contrato por mais quatro anos.

Comissão do Senado propõe legalizar casas de prostituição
A Comissão do Senado de reforma do Código Penal quer o fim de punições para donos de prostíbulos. Para os membros da comissão, a medida só serve para policiais corruptos extorquirem donos dessas casas.
A informação é da reportagem de Rogério Pagnan publicada na edição desta terça-feira da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
Se aprovada no Congresso, a mudança abrirá caminho para a regulamentação da profissão. Isso porque será possível estabelecer vínculos trabalhistas entre o empregado do prostíbulo e o empregador, como já ocorre em países como Alemanha e Holanda.
Hoje, quem mantém casas de prostituição está sujeito a pena de reclusão de 2 a 5 anos mais multa. Já a prostituição em si não é criminalizada, tampouco é regulamentada no país.
FOLHA.COM

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