Chelsea sofre com um a mais, mas vence o Benfica e enfrentará o Barça
Ingleses e catalães reviverão a semifinal de 2009, quando o time de Messi levou melhor em confronto de muita polêmica. Lusos se despedem em alta
Foi suado, sofrido e novamente com polêmica, mas o
Chelsea garantiu um novo confronto com o Barcelona em uma semifinal de Liga dos
Campeões da Europa. Mesmo com um jogador a mais desde o primeiro tempo, os
Blues não mataram o jogo, levaram enorme pressão dos encarnados e só conseguiram
a vitória por 2 a 1 nos minutos finais, nesta quarta-feira, no Stamford Bridge,
em jogaço que encerrou as quartas de final da principal competição do
continente.
Lampard, em pênalti duvidoso, abriu o placar aos 21 minutos do primeiro
tempo. O empate dos visitantes veio no fim, aos 40 da etapa final. Faltava
apenas um gol, mas Raúl Meireles, ex-Porto, acabou com as esperanças dos
portugueses em um chutaço em contra-ataque mortal, aos 47.Desta forma, ingleses e espanhóis reviverão a semifinal emocionante de 2009, quando Andrés Iniesta marcou o gol da classificação do time de Josep Guardiola no último lance de jogo no Stamford Bridge. A partida, porém, teve muita reclamação por parte do Chelsea, que viu o árbitro norueguês Tom Henning Ovrebo ignorar dois supostos pênaltis a seu favor. Na grande decisão, Messi & Cia. impediram o título consecutivo do Manchester United, campeão em 2008 contra o próprio Chelsea.
Aos lusos, donos de grande atuação em Londres,
cabe focar os esforços para a disputa do Campeonato
Português. Com 59 pontos em 25 jogos, a equipe ocupa a segunda colocação,
atrás apenas do líder e arquirrival Porto. Na próxima segunda, o adversário será
o Sporting, em clássico no José Alvalade.
Pênalti duvidoso agita um primeiro tempo movimentadode Cole: meia foi substituído no 2º tempo (Getty)
Em uma semana tão tensa não faltou polêmica, é claro. Os Blues foram para o intervalo com a vitória parcial graças ao pênalti marcado pelo esloveno Damir Skomina. Aos 20 minutos, Javi García tomou a frente de Ashley Cole, mas o árbitro interpretou como infração. Frank Lampard pôs no canto direito de Artur e abriu o placar.
Àquela altura, no entanto, os encarnados já incomodavam a meta de Petr Cech. Entre os 29 e 32 minutos foram três boas oportunidades, todas passando pelos pés do argentino Pablo Aimar ou do paraguaio Óscar Cardozo. O empate parecia questão de tempo, mas a expulsão do uruguaio Maxi Pereira por uma forte entrada em Mikel complicou a situação dos visitantes.
Muitos e muitos gols perdidos
Ter um homem a menos também não foi motivo para o Benfica diminuir o ritmo na etapa final. Logo aos três, Cardozo concluiu para grande defesa e Cech. Segundos depois foi a vez de Aimar chutar na rede do lado de fora.
Do lado de lá, o Chelsea assustava por encontrar espaços com maior facilidade. Ramires, aos quatro, protagonizou lance de "Inacreditável Futebol Clube" ao passar da bola praticamente na linha do gol, em cruzamento de Kalou. Aos, oito, foi a vez de Fernando Torres também ter sua oportunidade, mas Emerson salvou o segundo com um carrinho primoroso.
Turbilhão de emoções no fim
Se não matava o jogo, o Chelsea viu o Benfica pressionar. Aos 28, Djaló por muito pouco não empatou de cabeça. No minuto seguindo a chance veio com Nélson Oliveira, jovem revelação do clube que havia substituído Cardozo. Aos 40, no entanto, não houve jeito. Em cobrança de escanteio de Aimar, Javi García antecipou-se a um estático Petr Cech, dono de outras tantas defesas, e igualou o marcador.
Não seria de se estranhar que, mesmo com um a menos, o panorama seguisse o mesmo. O Chelsea se apequenou e viu o Benfica proporcionar ao Stamford Bridge minutos finais de muita tensão. Em um contra-ataque mortal, no entanto, Raúl Meireles pôs fim às esperanças lusitanas com uma finalização sem chances para Artur. A festa, por ora, é dos ingleses. Até segunda ordem.
| Cech, Ivanovic, Terry (Cahill), David Luiz e Ashley Cole; Mikel, Ramires e Lampard; Mata (Meireles), Torres (Drogba) e Kalou. | Artur, Maxi Pereira, Emerson, Javi Garcia e Capdevila; Witsel e Matic; Bruno César (Rodrigo), Aimar, Gaitán (Djaló); Cardozo (Nélson Oliveira). | ||||||||||
| Técnico: Roberto Di Matteo. | Técnico: Jorge Jesus. | ||||||||||
| Gols: Lampard, aos 21 minutos do primeiro tempo; Javi García, aos 40, e Meireles, aos 47 minutos do segundo tempo. | |||||||||||
| Cartões amarelos: Ramires, Ivanovic, Mikel (Chelsea); Cardozo, Aimar, Bruno César e Maxi Pereira (Benfica). Cartão vermelho: Maxi Pereira (Benfica). | |||||||||||
Estádio: Stamford Bridge (Londres).
Data: 04/04/2012. Árbitro: Damir Skomina
(ESL).Com goleada e show em dose tripla, Real atropela o Apoel no BernabéuKaká, Di Maria e Cristiano Ronaldo têm atuação de gala e fazem golaços em vitória por 5 a 2. Bayern de Munique é o rival nas semifinais
Goleada, pinturas e vaga na semifinal da Liga dos Campeões. Isso tudo sem
nem precisar fazer muito esforço. Tudo bem que o Apoel não tinha a força do
Milan, triturado pelo Barcelona no dia anterior, mas o Real Madrid deixou claro,
mais uma vez, na noite desta quarta-feira, no Santiago Bernabéu, que também não
está distante do status de melhor time do mundo: 5 a 2 diante dos cipriotas do
Apoel.
Kaká, com atuação de gala no primeiro tempo, foi um dos destaque da partida, ao lado de Cristiano Ronaldo e Di María. Cada um dos três marcou um golaço, com G maiúsculo, enquanto o próprio português, após cruzamento do brasileiro Marcelo, e Callejón completaram o placar. Manduca e Solari descontaram para o time do Chipre, que, apesar do revés, teve a campanha histórica celebrada por sua fanática torcida, enlouquecida durante os 90 minutos. Após os shows desta semana, Real e Barcelona seguem firme rumo à final dos sonhos no próximo dia 19 de maio, em Munique. Antes, porém, têm pedreiras pela frente. O time de José Mourinho encara o Bayern de Munique nos dia 17 (na Alemanha) e 25 deste mês. Já os catalães pegam o Chelsea, que bateu o Benfica por 2 a 1, em Londres, também nesta quarta, em confrontos no Stamford Bridge, dia 18, e no Camp Nou, dia 24. Nem o mais otimista dos cipriotas seria capaz de apostar um euro sequer na classificação do Apoel para as semifinais. Tanto que os cerca de 3.500 torcedores que estiveram em Madri fizeram do Bernabéu mais um parque de diversões do que um lugar para torcer. Vestidos de Laranja, cantaram incrivelmente durante os 90 minutos como se não estivessem nem aí para o que acontecia em campo. E foi até melhor que tivesse sido assim.
Com a vantagem de três gols e com duas pedreiras
pela frente no Campeonato Espanhol – Valencia, domingo, e Atlético de Madri,
quarta -, o Real entrou em campo com um time misto. Estratégia perfeita para
descansar nomes como Özil, Benzema e Xabi Alonso, e dar graça a um jogo
praticamente para cumprir tabela com quem precisava mostrar serviço. E entre
esses jogadores, Kaká novamente
foi quem roubou a cena.
Se nos 3 a 0 do Chipre o brasileiro teve poucos
minutos para entrar e decidir, no Bernabéu ele entrou com todo o gás desde o
minuto inicial. Uma prova disso foi a marcação pressão que exerceu na zaga do
Apoel aos quatro minutos com roubada de bola que quase resultou em gol de Cristiano
Ronaldo. Em um Real até certo ponto sonolento, Kaká e Marcelo foram
os mais perigosos desde o início com boas jogadas pelo esquerdo de ataque.
Ainda tinha tempo para mais na primeira etapa, mas o chute colocado do brasileiro após tabelinha com Cristiano Ronaldo acertou a trave, aos 40. Na arquibancada, os torcedores do Real se divertiam com a boa atuação e não aproveitavam para provocar o rival Barcelona cantando: “Olelê, olalá, ser de Barça é ser anormal”. Com a classificação garantida, o Real colocou o pé definitivamente no freio no segundo tempo. Já na volta do intervalo, Mourinho sacou Marcelo para entrada de Callejón, o que acabou atrapalhando também as ações de Kaká. O Apoel, por outro lado, deixou de lado o excesso de preocupação ofensiva dos três tempos anteriores do confronto e tentou começar a jogar. Deu certo. Enquanto o Madrid dependia muito de Cristiano Ronaldo e de Kaká, que arriscava bastante de fora da área, os cipriotas descobriam o campo de ataque aos poucos. Até que aos 20 conseguiu um inesperado gol no Bernabéu graças a uma triangulação entre brasileiro. Marcinho fez boa jogada no meio e serviu Aílton, que, de primeira, descolou um lindo passe para Manduca dominar na entrada da área e tocar na saída de Casillas. Foi o quarto gol do atacante que começou a carreira no Grêmio - mas que nunca jogou no Brasil - na Champions League. O lance deu confiança ao Apoel, que se vestiu de ousadia e se mandou para o ataque. Pouco depois, Kaká, o genérico zagueiro brasileiro, por pouco não empatou, assim como Charalambides em jogada individual. O sonho dos cipriotas, no entanto, durou poucos minutos, e Cristiano Ronaldo foi o responsável por trazê-los de volta a realidade. Em seguida, outro personagem merengue entrou em ação: Angel Di María. Com um lindo e longo lançamento, achou Callejón na entrada da área. O xodó da torcida do Real cortou para o meio e chutou seco para ampliar. A partida, que era sonolenta no começo da segunda etapa, entrou em ritmo acelerado. Passaram somente dois minutos até que o Apoel marcasse mais uma vez. Adorno invadiu a área em velocidade e foi desarmado por Varane. A arbitragem marcou pênalti que Solari, debaixo de muita vaia, converteu. Não dava para respirar e como se fosse marcado no relógio mais dois minutos se passaram novamente para mais um gol. E que golaço! De volta de lesão, Di María parecia querer mostrar a Mourinho que a briga por uma vaga com Kaká e Ozil será em alto nível e fez uma pintura. Com um toque sutil, encobriu Pardo da entrada da área e fechou o placar: 5 a 2. Se o Barça de Messi, Xavi e Iniesta encanta, Kaká, Di Maria e Cristiano Ronaldo mostraram mais uma vez que o Real não quer ficar para trás.
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